CONFIES E CGU ASSINAM TERMO DE ENTENDIMENTO PARA TORNAR MAIS ÁGIL O CONTROLE DAS FUNDAÇÕES DE APOIO ÀS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA

Na última semana foi realizado o 35° Encontro Nacional do Confies. O evento reúne representantes de mais de 90 fundações de apoio que trabalham junto as universidades públicas brasileiras.

Durante o encontro foi apresentado a pesquisa realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Confies, apontando que pesquisadores gastam em média 35% do seu tempo de estudo com gestão de projetos, resultado da alta burocracia na ciência brasileira.

Após verificar os dados, o Confies e a Controladoria Geral da União, órgão responsável pela fiscalização de recursos públicos, assinaram um termo de entendimento sobre 15 pontos sensíveis da legislação. O objetivo do acordo é criar uma forma de controle mais transparente para o governo, fundações de apoio e instituições de ensino.

A PESQUISA

O levantamento foi realizado com cerca de301 professores de diferentes universidades públicas federais e estaduais do Brasil. O principal questionamento foi referente ao tempo utilizado em questões burocráticas, como o preenchimento de formulários.

Segundo o diretor de Orçamentos e Controle da COPPE/RJ e presidente do Confies, professor Fernando Peregrino, este dado é muito grave e afeta o desenvolvimento de projetos e pesquisas.

De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPQ, o Brasil tem cerca de 188 mil cientistas em atividade, mas destes, aproximadamente, 60 mil destinam o seu tempo às questões burocráticas.

Segundo Peregrino, o levantamento é um alerta não só para a sociedade, mas também os órgãos competentes. Na maioria das vezes, a burocracia na área da ciência, tecnologia e inovação ocasiona demora na aquisição de insumos e gera perdas reais nos resultados da pesquisa.

Leia a reportagem na íntegra do site Nossa Ciência aqui

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